Logotipo do aplicativo Claude Mythos da Anthropic exibido em um smartphone, com o nome Claude Mythos em destaque na tela.

Foto: Primakov / Shutterstock

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Anthropic promove expansão da IA de cibersegurança Mythos

Modelo é capaz de localizar e explorar vulnerabilidades, mas permanece restrito a organizações consideradas confiáveis devido ao potencial de uso malicioso

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A Anthropic iniciou a ampliação do acesso ao Mythos, um modelo de inteligência artificial desenvolvido especificamente para identificar vulnerabilidades de cibersegurança em sistemas computacionais. Embora a tecnologia represente um avanço significativo para fortalecer a segurança digital, a empresa mantém uma estratégia de distribuição restrita por considerar que suas capacidades também poderiam ser exploradas por agentes mal-intencionados caso fossem disponibilizadas ao público.

Inicialmente restrito a grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras, o Mythos passa agora a contar com uma versão pública, a Claude Fable 5. A Anthropic, criadora da ferramenta, trabalha também com o governo dos Estados Unidos para ampliar gradualmente o acesso à versão mais avançada do modelo, o Claude Mythos 5, mantendo padrões rígidos de segurança.

IA voltada à defesa digital

Diferentemente dos modelos de inteligência artificial de uso geral, o Mythos foi concebido para atuar especificamente na identificação de fragilidades de cibersegurança. O sistema é capaz de localizar e explorar falhas presentes nos principais sistemas operacionais e navegadores quando recebe instruções para essa finalidade, permitindo que as equipes descubram pontos críticos antes que sejam explorados por criminosos virtuais.

Mãos utilizando um notebook com ícones e interface holográfica de segurança digital, incluindo escudo de proteção, biometria e alertas de rede em vermelho e verde, conceito de defesa digital e cibersegurança.
Foto: Digineer Station / Shutterstock / Modificada com IA

Desde seu lançamento, o modelo já foi empregado na descoberta de mais de 10 mil vulnerabilidades consideradas graves. A empresa afirma ainda que a tecnologia deverá servir de base para novos modelos com capacidades semelhantes, à medida que aprimora os mecanismos de proteção responsáveis por impedir usos indevidos da ferramenta.

Por que o acesso é tão restrito?

As mesmas capacidades que tornam o Mythos uma ferramenta poderosa para especialistas em segurança também representam um risco potencial. Um sistema capaz de identificar e explorar brechas poderia ser utilizado para ataques cibernéticos caso chegasse às mãos erradas.

Smartphone exibindo o site “Claude Mythos 5”
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Por essa razão, a Anthropic decidiu limitar inicialmente o acesso ao modelo a um pequeno grupo de grandes empresas de tecnologia e instituições financeiras, por meio da iniciativa Project Glasswing. Agora, a companhia amplia esse universo com uma versão pública, o Claude Fable 5. A versão, no entanto, contém mecanismos de segurança para evitar que o uso da ferramenta resulte em ataques sofisticados por agentes maliciosos.

Segundo a empresa, o Claude Fable contará com novos sistemas de proteção capazes de detectar tentativas de uso malicioso. Por meio de “classificadores” o sistema redireciona consultas sensíveis para o Claude Opus e atua para impedir solicitações relacionadas a ataques cibernéticos, bloquear perguntas relacionadas à biologia e à química que possam contribuir para o desenvolvimento de armas biológicas e impedir tentativas de utilizar o Claude para criar modelos concorrentes de IA.

Modelo avança sob supervisão dos EUA

O estágio mais avançado dessa tecnologia é representado pelo Claude Mythos 5 e constitui uma versão mais poderosa que permanece restrita a um grupo reduzido de especialistas em cibersegurança e provedores de infraestrutura.

Nos Estados Unidos, a expansão do acesso ocorre em parceria com o governo federal. O Departamento de Comércio autorizou a disponibilização do Claude Mythos 5 para “parceiros confiáveis”, após um processo conjunto de avaliação dos riscos associados ao modelo. Atualmente, mais de cem empresas e instituições deverão ter acesso, incluindo diversas companhias da lista Fortune 500.